quarta-feira, 24 de junho de 2009

A alma

Hoje deu-me para pensar na alma.

Todos nascemos com uma alma (pronto, se calhar não, mas vamos assumir que sim, pode ser?).
Há quem não tenha tempo de corromper a alma.
Há quem ao longo da vida empenhe a alma - a alma desta vida e ainda faça crédito às outras almas das próximas vidas.

Há quem não viva o suficiente para pagar a hipoteca. Há quem viva para a pagar e ainda abata o crédito.

Será?

Será que viver não é mais que empenhar tudo o que temos, "heart & soul", ficar prisioneiros de um crédito divino (vivam as chalaças) ou anti-divino.

Quem diz que quando morrermos ao pó tornaremos e que a alma vai para o céu e blá-blá-blá? Quando morrermos ao pó tornaremos e a alma? Qual céu? Quando morre(r)mos já não sobra nada de alma que chegue ao céu.
O que sobra da alma nessa altura não será mais que a escória miserável de uma vida de hipotecas espirituais. Sem peso, conteúdo ou valor para chegar e permanecer no céu.

A alma? Quem diz que não nos foi dada para moeda de troca?

3 comentários:

pensamentosametro disse...

É a segunda vez que aqui venho e..., se calhar estou demasiado cansada para conversarmos.


Boa viagem, di-ver-te-te!!!


Bjoooos

Aliás, di-vir-tam-se!!!!


Depois falamos destas coisas da alma, já vi a tua, mais do que uma vez e gostei!

***************

mimanora disse...

Ai, não estás a complicar muito?

gaia disse...

:)))

adorei!
não tenhas dúvida de que muitas vezes perdemos a alma pelo caminho.. e quando lá chegamos é que damos por isso. eu cá gosto de ter a minha alma comigo, mesmo que seja toda corrompida e gasta, velha e cansada. prefiro isso a entregá-la de mão beijada!

bjs e boa viajem (só agora é que aqui vim... mas ainda vou a tempo de desejar um bom regresso!)
(e o nosso café???)