quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pesquisar VS Pedir

Sou adepta da pesquisa. Sou adepta de conseguirmos o que queremos à custa do nosso esforço, tempo e dedicação. Não defendo, no entanto, o trabalho individual. Acredito na partilha. Mas na partilha enquanto isso mesmo: partilha.

Confronto-me diariamente com o facilitismo do pedir. "Ai e tal, ó tu que sabes, diz aí". Eu também peço informação, peço-a depois de ter esgotado as minhas fontes de pesquisa ou quando a informação recolhida não me enche as medidas. Mas até lá procuro.

Talvez tenha sido da minha educação. Do que vou vendo começo a achar que fui educada no séc XX segundo os moldes do séc II. Não sei, não sei como é que era a educação dos filhos de pais divorciados de classe média no séc. II. Mas sei como foi a minha.

E se na altura achei que foi rígida demais, hoje sei que me tornou esta pessoa autónoma e desenrascada que procura o que quer saber em vez de ser uma pessoa mimada ou desmotivada que quando quer saber alguma coisa vai a correr pedinchar e chatear toda a gente.

E o que mais me irrita é que na maioria das vezes a informação é tão básica mas tão básica que se quem a procura não o faz por desleixo então faz por preguiça.

10 comentários:

ThunderDrum disse...

No topo dessas pessoas que não procuram, perguntam logo, está aquele que enviou o mail a perguntar qual era o endereço do GMail...LOL

mimanora disse...

Não podias ter mais razão no que escreveste Thunderlady!

Anónimo disse...

Ora nem mais, Vanda Maria.

Grande lição para mim, que sou um misto de pedinchice nisto das pesquisas e das coisas todas.

E hoje foi, indubitavelmente, a prova. não estaria tão aflita e tão em branco se me sentasse por meia hora a fazer o que deveria ter feito, já se prevendo o sucedido.

Nada como nos irmos sabendo desenrascar até aos limites.

Não me considero, no entanto, preguiçosa nem oportunista nisto da pedinchicve. sou meia atrapalhada e se me desenrasco numas coisas, fico "estúpida" noutras.

Melhorar nesse aspecto, ovo, é urgente e bem preciso.

Beijoko, Vanda! :)

ovo*

SONHADOR disse...

subscrevo o comentário deixado pela mimanora.

beijos.

Vekiki disse...

Amiga, subscrevo o que escreveste, palavra por palavra, sendo que nos separam 10 anos de educações paternas e que a minha não foi de Pais Divorciados. Sempre me habituei a resolver sozinha os meus problemas/dúvidas/questões. Não havia Internet. Havia livros, bibliotecas, revistas e jornais. Não havia computador para escrever. Escrevia à mão...considero que a minha Educação foi e é uma Boa Educação!

I. disse...

É preguiça sim senhora, e cultivada desde a mais tenra infância. Ainda me lembro de, na escola, ainda estar a ler o enunciado do teste e já me estarem a pedir para lhes dar a resposta à 1ª pergunta. Respondia eu: já experimentaste pensar um bocadinho?

Não há pachorra. Trocar ideias é uma coisa, agora fazer com que os outros façam o nosso trabalho, nunca o faço e não me tentem fazer!

Ru! π disse...

Foste desafiada!!!!
passa plo meu blog!
;)

wednesday disse...

Miúda, és cá das minhas!;)

Júlio disse...

"filhos de pais divorciados de classe média no séc. II."

O teu humor... :)
Concordo contigo...
Bom fim-de-semana. :)

Rita disse...

Tenho um colega que quando recebe algum comunicado escrito ou um memo pergunta, ensquanto abana o papel no ar:
-O que é isto?
Ao que a gente já responde em uníssono:
-Lê!!!
Jokas