terça-feira, 15 de setembro de 2009

Má? Eu?

Não sou assim tão má.

Também não sou é assim tão inteligente que consiga dissimular a pouca maldade que tenho.

Desintitulado {3}

Pausa, inspira – expira, descansa, observa, respira fundo, prepara-te: o pior - tenho a certeza – ainda está para vir.

E para aguentar uma viagem na qual o pior sabemos ainda estar por vir há preparações a fazer:
- deixar para trás o que nos prende, arrasta, magoa, pesa.
- trazer connosco (só) o que é essencial
- aguçar os sentidos, em especial o 6º
- carregar as energias na totalidade
- não aceitar qualquer companhia
- não carregar bagagem que é dos outros: já basta a nossa
e por fim mas não menos importante
- parar periodicamente para avaliar o progresso, a posição no percurso, as dificuldades, as cargas.

Desintitulado {2}

Não foi fácil para mim concluir que precisava desta paragem, em relação à vida sentia-me não direi com o fôlego todo mas com fôlego suficiente para prosseguir, consciente do desvio relativamente aos objectivos que tracei há anos atrás mas convencida de estar bem acompanhada. E confortável, portanto: podia não estar naquele caminho idealizado mas estava com as companhias que me faziam sentir que um desviozinho (e tudo é relativo…) não era a pior coisa do mundo.

Hoje (não apenas dia 15 de Setembro mas creio que este “hoje” será mais lato e demorado) estou a esquematizar. Vai demorar-me tempo, vai consumir-me recursos, vai despertar emoções, vai possivelmente fazer-me rir, chorar, sentir-me frustrada, sentir-me enraivecida, sentir-me impotente, sentir-me… nem eu sei bem o quê porque ainda estou no início desta análise. Mas seja o que for que me vá fazer sentir com certeza me vai libertar de muita carga em excesso que nunca reparei trazer comigo. E digo “nunca reparei” como podia dizer “nunca dei atenção na altura”: é que comecei ontem este auto-processo e já descobri algumas coisas às quais devia ter dado atenção na altura.

E viva a nossa sabedoria popular: o que não tem remédio remediado está, águas passadas não movem moinhos e para a frente é que é o caminho.

Desintitulado {1}

E porque nem sempre tudo o que parece bem está realmente bem estou na fase da vida em que tenho que parar para pensar e situar-me: o que quero? O que já não quero? Onde estou a ir? Estou a seguir o caminho que iniciei ou a dada altura desviei e estou já noutro? Com quem vou? Porque vou? E muito muito importante: porque vou com quem vou e preciso de ir com quem vou?

Durante um tempo que nem sei precisar quanto foi fui capaz de me orientar sozinha: sozinha sem ajudas de ninguém, sozinha sem “mapas”.
Neste momento preciso de “mapas”, muitos “mapas”. “Mapas” que se complementam, “mapas” que me mostrem as coisas que eu não vi, “mapas” do passado e do futuro que o meu presente agora é fazer e analisar “mapas”.

E é essa a fase em que estou, a fase da auto-análise, do mapeamento, do reencontro, da reconciliação, do apaziguamento.

Estou na fase da paragem para análise e escolha.

Não gosto de explicações

Nem de receber nem de dar.

Acredito que os amigos não precisam e os inimigos não acreditam. E as pessoas in between?


A excepção faz a regra, diz a própria regra da excepção à regra.

Não gosto de as dar - gratuitamente. Não gosto de as receber - gratuitamente.
Preciso de as dar quando me sinto em falta, quero-as para mim quando falham comigo.

Resumindo: no post anterior senti que pude ter melindrado alguém. Não sei se o fiz se não. Seja como for não é um post-recado. Não um um sinal de keep off. É um desabafo sobre uma situação em que tomara eu que alguém tivesse ficado longe. De um modo muito egoísta era muito melhor para mim, de um modo muito altruísta era muito melhor para outros. Todos ficaríamos a lucrar.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Lá longe

É onde eu gostava que algumas pessoas ficassem.

The Offspring - Gotta get away



Uma música por dia e nem sabe o bem que lhe fazia
«A pill to make you numb, a pill to make you dumb, a pill to make you anybody else, but all the drugs in this world won't save her from herself»


Eu não quero ser outra pessoa,
quero descobrir onde estou.
Apenas
.

Bom dia Sintrenses (2)

O sol já despontava em muitas zonas do céu mas ali no castelo a bruma continuava a proteger os demónios antigos da feroz luz que se aproximava. Ali, protegidos pela bruma, tinham ainda tempo para se abrigarem do dia que se aproximava veloz.

(Foto tirada hoje pelas 9h40)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Marilyn Manson - Great Big White World



Uma música por dia e nem sabe o bem que lhe fazia
As pistas foram-me sendo dadas ao longo do tempo mas eu ... enfim...
sou teimosa.

Bom dia Sintrenses


Eram 7h45 quando levantei o estore. Uma névoa deliciosa cobria a paisagem.