Filosofias de bolso e psicologia de algibeira. O Tudo e o nada. Porque sim e porque não.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Vou ser expulsa da blogosfera... ups!
Enganei-me no nick. Mas eu troco-me toda sempre, até na "vida real", a dada altura ia acontecer na blogosfera, né??
Desculpa Afectado, não te quis atirar para uma artroscopia.
Quem vai ser operado é o Inútil. Inútil, desculpa também.
Bolas. Troquei-me toda como?
Vá lá, perdoem-me, não me expulsem daqui!
Desculpa Afectado, não te quis atirar para uma artroscopia.
Quem vai ser operado é o Inútil. Inútil, desculpa também.
Bolas. Troquei-me toda como?
Vá lá, perdoem-me, não me expulsem daqui!
Tenho os pés tão frios, tão frios, tão frios que receio que quando fiquem mais quentes derretam.
10 anitos.. passa num instante
A esta hora há 10 anos atrás já eu estava de touquinha e bata e sei lá mais o quê prestes a entrar numa SO para fazer uma artroscopia.
Lembrei-me disto porque o (Afectado) Inútil* vai sofrer em breve o mesmo tipo de intervenção.
Depois de ter que ter levado uma epidural à força até que nem foi mau de todo. O pior foi mesmo depois. Muito muito mau.
Thunder, só quando o meu amigo Alzheimer me visitar é que me vou esquecer o teu apoio. E já nessa época a minha prima dava mostras de ter jeito para a enfermagem.
Ah, já vos disse que a melhor companhia que tive para não estar ali acordada a ouvir as conversas de médicos cirurgiões foi o meu walkmanzinho (pois, na altura ainda não havia o belo do leitor de mp3) a tocar ininterruptamente "Mechanical Animals"? Pois foi. Melhor que o concerto 3 dias antes foi mesmo estar ali deitadinha a ouvir a bela musiquinha.
E pronto, é uma experiência a nunca mais repetir. Desde o pós operatório até aos dias de hoje que o músculo nunca mais recuperou na totalidade... never more again!
Antes doer porque está avariado do que doer porque se tentou arranjar.
*Desculpem ambos pela troca.
Lembrei-me disto porque o (
Depois de ter que ter levado uma epidural à força até que nem foi mau de todo. O pior foi mesmo depois. Muito muito mau.
Thunder, só quando o meu amigo Alzheimer me visitar é que me vou esquecer o teu apoio. E já nessa época a minha prima dava mostras de ter jeito para a enfermagem.
Ah, já vos disse que a melhor companhia que tive para não estar ali acordada a ouvir as conversas de médicos cirurgiões foi o meu walkmanzinho (pois, na altura ainda não havia o belo do leitor de mp3) a tocar ininterruptamente "Mechanical Animals"? Pois foi. Melhor que o concerto 3 dias antes foi mesmo estar ali deitadinha a ouvir a bela musiquinha.
E pronto, é uma experiência a nunca mais repetir. Desde o pós operatório até aos dias de hoje que o músculo nunca mais recuperou na totalidade... never more again!
Antes doer porque está avariado do que doer porque se tentou arranjar.
*Desculpem ambos pela troca.
Impressões de fumador em terra de não fumadores
Que a bem dizer é a terra quase toda que agora não se pode fumar aí onde se quer e bem apetece.
O shopping do nosso coração, o Cascaishopping, tem uma área especialmente concebida para fumadores. Especialmente concebida para os tratar como cobaias em laboratório enquanto realizam algumas experiências como
- ver quem é mais forte para o fumador, se a vontade de fumar se as condições atmosféricas (tipo vento e frio);
- ver qual o grau de resistência do fumador à exposição ao vento e ao frio;
- ver qual o comportamento social dos fumadores que dentro do shopping resmungam com certeza depois de levarem com os sacos cheios de caixas de cartão nas canelas mas lá fora, dentro do abrigo próprio para fumadores (abrigo?? mas qual abrigo??) são totalmente empáticos no que toca à qualidade do espaço,
- ver até que ponto há fumadores crédulos que as ilhas de calor funcionam (há gente que ainda cai no conto do vigário, acreditem).
Todas estas teorias e mais algumas podem os não fumadores experimentar no Cascaishopping se passarem pelos espaços concebidos a pensar no fumador (chamam eles àqueles espaços individualizados do resto por acrílicos transparentes) onde se vão sentir como numa visita pelo jardim zoológico à excepção que não pagam bilhetes para ver o animal que nós - os fumadores - somos.
O shopping do nosso coração, o Cascaishopping, tem uma área especialmente concebida para fumadores. Especialmente concebida para os tratar como cobaias em laboratório enquanto realizam algumas experiências como
- ver quem é mais forte para o fumador, se a vontade de fumar se as condições atmosféricas (tipo vento e frio);
- ver qual o grau de resistência do fumador à exposição ao vento e ao frio;
- ver qual o comportamento social dos fumadores que dentro do shopping resmungam com certeza depois de levarem com os sacos cheios de caixas de cartão nas canelas mas lá fora, dentro do abrigo próprio para fumadores (abrigo?? mas qual abrigo??) são totalmente empáticos no que toca à qualidade do espaço,
- ver até que ponto há fumadores crédulos que as ilhas de calor funcionam (há gente que ainda cai no conto do vigário, acreditem).
Todas estas teorias e mais algumas podem os não fumadores experimentar no Cascaishopping se passarem pelos espaços concebidos a pensar no fumador (chamam eles àqueles espaços individualizados do resto por acrílicos transparentes) onde se vão sentir como numa visita pelo jardim zoológico à excepção que não pagam bilhetes para ver o animal que nós - os fumadores - somos.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
«(...), O senhor é escritor, tem, como disse há pouco, obrigação de conhecer as palavras, portanto sabe que os adjectivos não nos servem para nada (...)»
«(...), e confiar que o horror do acto, só por si, fosse tão chocante que nos dispensasse de dizer que foi horrível, Quer dizer que temos palavras a mais, Quero dizer que temos sentimentos a menos, Ou temo-los, mas deixámos de usar as palavras que os expressam, E portanto perdemo-los, (...)»
In Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago
«(...), e confiar que o horror do acto, só por si, fosse tão chocante que nos dispensasse de dizer que foi horrível, Quer dizer que temos palavras a mais, Quero dizer que temos sentimentos a menos, Ou temo-los, mas deixámos de usar as palavras que os expressam, E portanto perdemo-los, (...)»
In Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago
Fair play de Sportinguista
Acabei de me levantar para dar um miminho ao Thunder. Tadito.
Antes de ir, um pedido ao Pai Natal:
Querido Pai Natal, o meu pedido é nunca mais haver Natal.
(Eu sei Pai Natal, portando bem ou mal, ao longo dos anos nunca me deste o que te pedi, por isso não conto com a satisfação deste pedidozinho tão simples. Mas tinha que tentar, né??)
(Eu sei Pai Natal, portando bem ou mal, ao longo dos anos nunca me deste o que te pedi, por isso não conto com a satisfação deste pedidozinho tão simples. Mas tinha que tentar, né??)
Celebrações domésticas
Aqui celebra-se a independência, não de Portugal inteiro mas de um casal que habita num pequeno apartamento dos subúrbios de Lisboa.
Vamos acender a lareira (finalmente!!), escrever postais de Natal (yack) e ver um filme (Slipstream)
Vamos acender a lareira (finalmente!!), escrever postais de Natal (yack) e ver um filme (Slipstream)
Então afinal que feriado é hoje?
Eu a pensar que hoje se celebravam 368 anos da restauração da independência de Portugal depois de tanto Filipe por cá que nunca mais acabava e afinal parece que é só SIDA.
Já estive a ouvir horas seguidas de reportagens sobre a doença, flagelo, catástrofe, whatever, mas ainda não apareceu o José Hermano Saraiva a explicar aos mais jovens porque é que hoje não há escola.
Cá para mim amanhã vão fazer uma composição na escola a dizer que hoje se comemora a SIDA e que não fora a doença e tinham ido para a escolinha.
Viva a SIDA? Ai, não. Credo, enganei-me. Viva a restauração da independência.
Já estive a ouvir horas seguidas de reportagens sobre a doença, flagelo, catástrofe, whatever, mas ainda não apareceu o José Hermano Saraiva a explicar aos mais jovens porque é que hoje não há escola.
Cá para mim amanhã vão fazer uma composição na escola a dizer que hoje se comemora a SIDA e que não fora a doença e tinham ido para a escolinha.
Viva a SIDA? Ai, não. Credo, enganei-me. Viva a restauração da independência.
Vá, chamem-me porca, vá
Hoje nem sequer vou tirar o pijama.
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